terça-feira, 23 de março de 2010

O amor é bom.

Certa vez, escrevi que o amor era ruim.
Escrevi que o amor era como as bruxas dos contos de fadas:

Traiçoeiras.

Um dia, reli tal texto e descobri:

Não era amor.

Ufa!

Não sou nenhuma doutora em amor,
sou uma menina-mulher que ama, ama, ama
e não cansa de amar.

Mas, hoje, sei o que é o amor.
Não me faltam palavras, gestos e atitudes para explicá-lo.

Eu sei responder, eu sei explicar.

Amor não é frio na barriga,
é cuidado com o outro, é doar-se.

O verdadeiro amor faz o bem,
vive para o bem.

O mesmo amor que Deus reservou para nós
e que deixou como ensinamento.

Um amor humano e
tão sobre-humano.

Amor puro e gratuito,
calmo e paciente.

Amor é calmaria,
é certeza.

E é nessa calmaria que ponho o meu barco
rumo ao mar...

O amor é bom.

(Suzan Keila)

sábado, 25 de outubro de 2008

TEMPO DA DELICADEZA

No tempo da delicadeza,
anseio encontrá-lo.

Longe de minhas fraquezas.

Em um lugar qualquer...
Que não seja a rua da desilusão.

Em um espaço do tempo...
Que não sejam horas de solidão.

Esperarei?!

Existirá?!

O tempo da delicadeza:

Não é tempo, não é lugar.

São esperanças sem fundamentos.

Tudo o que restou e não findou.

Esperanças tão pequeninas,
que não sobreviveriam
ao tempo do perdão.

(Suzan Keila)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

CASTELINHO DE AREIA

Uma menina.


Um castelinho de areia.

Sonhos e esperanças.

Um vento forte.

O castelo desfez-se...

Sonhos e esperanças
estilhaçaram-se.

Tudo ficou pequenino e fragmentado
em meio aos grãos de areia.

A menina viu-se perdida.

Desesperada,
olhava os pequenos grãos de areia espalhados por toda a parte.

Esperanças, sonhos...

Tudo ficou perdido, bagunçado, pequenino...

Grandes sonhos de criança,
tornaram-se pequenos sonhos de gente grande...
(Suzan Keila)

sábado, 23 de agosto de 2008

Destino...

Uma peça, nossas peças,
suas peças.

Um momento:

Beijos acidentais.

Uma noite espontânea.

Congelados no tempo.

Conversas, olhares e sorrisos.

Muitos espectadores e
um só espetáculo:

Os dois.

O momento.

Algo aconteceu:

Atitudes incontroláveis.

Vida real, sonhos irreais em seres reais.
(Suzan Keila)

domingo, 17 de agosto de 2008

Uma companhia.

O Sol nasce sorrateiramente.

Cúmplices, em silêncio,
contemplam o espetáculo da natureza.

Um silêncio,
e o barulho do mar.

Um olhar,
e algo no ar.

São cúmplices.

Caminham sobre suas decepções.
Contam amores, amigos e
emoções.

Uma afinidade perturbadora
em minutos de amizade.

O tempo voa, o sol nasce e o mar é testemunha...

Um momento.

Seu tempo.

Nosso tempo.

Duas almas, uma alma,
nossa alma.

Aquela paz.
(Suzan Keila)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Ela e a Felicidade II

Felicidade voltou e
acalentou a irmã.

Fizeram as pazes.

As duas,
como uma só.

Uma só alma.

O que outr'ora doía,
já passou.

A inquietante agonia,
já sarou.

Uma constante alegria,
paira entre as duas.

Ela, faz uma prece.

Pede a Felicidade
que não a deixe mais sozinha.

A outra, pede perdão.

Diz que sempre estarão juntas.

E caso Ela não ache.

Que procure dentro de si.

Porque as duas,
são como uma só.

Ela e a Felicidade.

(Suzan Keila)
Ela e a Felicidade.

Eram irmãs.

Estavam sempre juntas.

Sorrisos e beliscões.

Doía nela,
a outra sentia.

Aprontavam todas.

A mais danada era a felicidade.

Brincavam de esconde-esconde.

A danada escondia-se no mais secreto esconderijo
e demorava a voltar.

Ela, entristecia e
não queria mais brincar.

Quando a outra voltava,
eram de novo,
como uma só.

Um dia,
a alegria deu espaço a tristeza.

Felicidade foi esconder-se de novo,
diz ter achado um bom lugar.

Ela, ficou sozinha.
A irmã está demorando a voltar...

Ela e a Felicidade brigaram.
E agora? Como será?

(Suzan Keila)
Poeta,
adormecido.

De poesias engavetadas;

De fantasias guardadas;

De dores superadas...

Abre a gaveta
dos teus sentimentos.

Desperta tuas letras,
que adormeceram no tempo.

Poeta,
meu amigo.

Solta tua poesia.

LiVRE.

Aos quatro ventos.

Fale de dor
ou de alegria.

Transforme em arte
a tua agonia.

Poesia livre.

Alma livre.

Ser livre.

Fantasia livre.

Como um grito da alma,
derramado no papel.

(Suzan Keila)
Acordou
ou ainda dormia.

Realidade?

Fantasia?

O lugar era lindo.

Muitas cores.

Não havia nada pela metade.

Tudo era muito e
por inteiro.

As cores tinham um brilho tão intenso
que ofuscava o olhar de quem ousava fitá-las.

O lugar.

Desconhecido.

Tinha um cheiro bom...

Cheiro de felicidade nova,
dessas que acabara de brotar
d'um jardim regado a sorrisos bobos
de apaixonados que passavam por lá.

O som...

Aconchegante como a voz de uma mãe
em uma cantiga de ninar...

Abriu e fechou os olhos:
O lugar ainda estava lá.

Um travesseiro e um cobertor.

A febre cessou.

A cantiga era real.

E o lugar?

Quem saberá?!

(Suzan Keila)

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A espera é árdua
e o trajeto conciso.
Um ser humano indeciso
vagando na rua.

Carros e pessoas.
Barulho e movimento.

Ele está só.

Não ouve e não vê.

Só sente.

O músculo que tem no peito,
bate aperreado.

O sangue corre mais rápido
em sua veias.

Reações químicas acontecem
em seu cérebro.

Ele não aceita,
mas está apaixonado.

A idéia é nova.

Os sintomas são bem antigos.

A tênue linha entre o trajeto e a espera
é rompida.

E o amor acontece.

(Suzan Keila)